A aeronave do acervo é um SR22T, de C/n 1792, fabricado em 2018 e autorizado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação civil) a voo IFR Noturno, ou seja, pode voar por instrumentos à noite. A aeronave foi de fato adquirida nova de fábrica, em 26/11/2018, sendo o terceiro Cirrus de propriedade do Dr. Alberto Bornschein (idealizador e criador do Vintage Hangar), um grande apreciador dos modelos da fabricante norte-americana.
Cirrus SR22T
Matrícula (Brasil): PP-AOA
Origem: EUA
Nosso Cirrus SR22T
Conheça o histórico completo da aeronave
Hoje uma fabricante de aeronaves privadas leves de reconhecimento mundial, e consolidada, a Cirrus Aircraft, sediada em Duluth, Minnesota (Estados Unidos), tem a sua gênese na paixão pelo voo de seus dois fundadores, os irmãos Alan e Dale Klapmeier, que construíram a sua primeira aeronave, tipo homebuilt, no celeiro de seus pais, em 1984. E assim que a concluíram, os dois irmãos começaram a testar a aeronave em voo, batizando o modelo de Cirrus VK-30, um homebuilt que podia ser fornecido em kit, para ser montado pelo próprio proprietário que iria voar o aparelho. Eventualmente, o modelo foi apresentado no maior show aéreo de aviação geral do mundo, o EAA AirVenture, em Oshkosh, Wisconsin, em 1987. E as entregas de kits da nova aeronave começaram logo depois, com os irmãos Klapmeier se lançando em novos projetos após a introdução do VK-30.
Hoje, a Cirrus tem em seu histórico o de ter sido a primeira fabricante a produzir um jato executivo monomotor, o Vision SF50, lançado em 2016. Mas os modelos que tornaram o seu nome uma legenda na aviação geral, e reconhecido mundialmente, foram uma série de monomotores leves que nasceram como aeronaves de motor a pistão mas dotadas de uma avançada eletrônica de bordo da Garmin, e o primeiro modelo dessas séries foi o Cirrus SR20, que começou a ser produzido em 1998, sendo seguido na produção em série pelo SR22, em 2001, que viria a ser tornar a aeronave leve mais popular do fabricante, e também a de maior sucesso.
As raízes do SR22 estão, logicamente, no seu antecessor, o SR20, que foi a primeira aeronave da Cirrus a entrar na indústria da aviação geral. Quando foi certificado o SR20, no final dos anos 1990, tornou-se a primeira aeronave a pistão a ser certificada pela Federal Aviation Administration (FAA) em vários anos.
E o SR20 obteve um sucesso imediato.
Ele trazia uma equação até então inédita, unindo um conjunto aviônico moderno, com o uso de materiais compostos (composites) em toda a célula da aeronave (permitindo um peso menor sem abrir mão de uma alta robustez estrutural), e ainda um alto desempenho (para uma aeronave de sua classe). E a Cirrus foi aperfeiçoando e adicionando recursos (incluindo eletrônica cada vez mais avançada) nas séries subsequentes do SR20, o que manteve o modelo atualizado e moderno no mercado, ampliando o seu sucesso, o que incluiu a adoção do SR20, inclusive, por diversas escolas de voo.
Mas todo projeto-base tem os seus limites, e buscando manter a sua faixa de mercado, a Cirrus a começou a trabalhar nos anos 90 para o desenvolvimento do sucessor do SR20. E um dos pontos centrais do novo programa foi incrementar a performance, aumentando o alcance da aeronave e a sua velocidade máxima, junto com uma profunda atualização de sua eletrônica de bordo. E assim nasceu o SR22, que foi certificado pela FAA em novembro de 2000, e começou a ser produzido no ano seguinte.
Em relação ao SR20, o novo modelo tinha uma asa maior, maior capacidade de combustível e um motor mais potente, de 310hp (231kW), chegando a 315hp (235 kW) na versão turboalimentada da aeronave. E mantendo a tradição de alta tecnologia embarcada, o SR22 se tornou a primeira aeronave leve da aviação geral com um cockpit totalmente digital (glass cockpit).
E todo o investimento valeu à pena – desde 2003, o SR22 se mantém como o monomotor leve a pistão mais vendido do mundo, com 7.737 unidades entregues de 2001 a 2023, e se for somado a isso a série SR20, chegasse a um total de 9.548 aviões, tornando os SR20/22 a série de monomotores de aviação geral mais produzida do século 21, respondendo por quase 50% de todo o mercado de aeronaves a pistão.
E um outro destaque que marcou a chegada das séries SR20/22 no mercado foi que o modelo veio dotado de um sistema balístico de paraquedas de recuperação de emergência, de todo o avião, chamado de Cirrus Airframe Parachute System (CAPS) – garantindo ao SR22 a alcunha carinhosa de “o avião com paraquedas”.
Em termos genéricos, de projeto, o SR22 é basicamente uma versão mais potente do SR20, podendo ser descrito como um monoplano cantilever de asa baixa de construção composta, com trem de pouso triciclo fixo (não retrátil) com roda de nariz giratória e direção por meio de frenagem diferencial nas rodas principais. É propulsado por um motor de pistão Continental IO-550-N de 310hp (231kW), instalado no nariz, e a cabine de quatro assentos é acessada por portas em ambos os lados da fuselagem.
Seguindo a sua tradição de atualização do modelo em séries melhoradas, em 2004, a Cirrus lançou o SR22G2 (de “Geração 2”) e, em 2007, o SR22G3 (“Geração 3”). Em ambos, as maiores diferenciações estão em modificações na fuselagem, com o G3 se destacando ainda por alterações na asa e no trem de pouso.
Não houve uma “Geração 4”, e em 2013, surgiu o SR22G5, cujos principais diferenciais foram um aumento no peso bruto, para 3.600lb (1.633kg), e um novo arranjo de cabine padrão, para cinco assentos, além de algumas outras pequenas mudanças, introduzidas em 2014, como iluminação LED integrada e freios Beringer.
E os refinamentos e melhorias continuaram, com 2016 assistindo à introdução de diversos itens nas Série SR, como conectividade sem fio Bluetooth, entrada remota sem chave, um sistema de iluminação de conveniência e uma trava de porta de fácil acesso. E, no mesmo ano, foi lançado o SR22G6, com várias atualizações importantes na aviônica e nova iluminação de navegação.
Pouco tempo depois, em setembro de 2019, foi a vez de surgir a TRAC, uma versão orientada para treinamento da série SR, com um interior simplificado, material de assento mais durável, interruptor de transmissão de rádio no banco traseiro para permitir que um observador se comunique com o controle de tráfego aéreo, indicação integrada do motor e sistemas de alerta/aviso da tripulação e controles de trem de pouso retráteis simulados e luzes de posição para permitir que cadetes e instrutores simulem a operação e as falhas do trem de pouso durante voos de instrução (o trem de pouso real permanece permanentemente fixo).
E em janeiro de 2020, a empresa lançou um novo aplicativo móvel para a série SR, chamado “Cirrus IQ”, que permite a comunicação remota da aeronave, incluindo acesso a informações de status pré-voo, como níveis de combustível e oxigênio, voltagem da bateria, temperatura do óleo, localização da aeronave e horas de voo.
Mais recentemente, em janeiro de 2022, a Cirrus anunciou melhorias de velocidade e estética na série SR22G6, com uma velocidade de cruzeiro aumentada de 9 nós (17 km/h), atualizações no aplicativo IQ móvel, portas de carregamento USB-A e USB-C e diversos outros itens. E o SR22G7 foi anunciado um ano depois, em janeiro de 2024, trazendo uma grande reforma no interior e na aviônica, tornando-o mais comparável à cabine de um Cirrus Vision Jet, bem como melhorias de segurança e partida do motor e um sistema de seleção automática de combustível.
Por outro lado, em relação às versões turboalimentadas, equipadas com turbocharger, a primeira foi o SR22 Turbo, introduzido em 2006, com um kit de atualização de turbonormalização Tornado Alley instalado de fábrica sob um Certificado de Tipo Suplementar. Ele incluía turbonormalizadores duplos e intercoolers duplos, com a conversão incluindo oxigênio embutido e uma hélice composta leve Hartzell de três pás (mais tarde, de quatro pás como opcional). O peso da conversão reduz a carga útil do SR22 Turbo, e há a opção da cabine ter ar-condicionado, mas isso reduz ainda mais a carga útil.
Essa versão turbo tem um teto certificado de 25.000 pés (7.600m), com uma velocidade máxima de cruzeiro de 211 nós (391km/h) e uma velocidade máxima de 219 nós (406km/h).
Mas, em 2010, numa medida para superar as restrições do Turbo, a Cirrus introduziu o SR22T, que utiliza um novo motor, o Continental TSIO-550K, que produz 315hp (235 kW) com uma taxa de compressão de 7,5:1 e pode funcionar com combustível de 94 octanas.
Em outubro de 2020, foi revelado que um SR22 de 2003 seria exibido na nova exposição de aviação geral “We All Fly”, inaugurada em 2022, no National Air & Space Museum (NASM) do Smithsonian Institution, em Washington DC, Estados Unidos. Tendo-se em conta que se trata do museu mais visitado do mundo, e um dos mais notáveis museus de aviação existentes, a distinção ganha um valor muito especial, pois o Cirrus SR22 (Ano 2003) está ao lado de aeronaves legendárias como o Lockheed SR-71A Blackbird e o Boeing 367-80 (o protótipo do Boeing 707, o primeiro jetliner de sucesso da História).
E cabe também reproduzir aqui a descrição do NASM para o SR22, como consta no site da instituição):
“O Cirrus SR22, N266CD (ano 2003), é a primeira aeronave com um unico motor de pistão a ser certificada pela FAA com um cockpit digital (“glass cockpit”). Um painel digital é um conjunto de instrumentos de voo aviônicos integrados e baseados em computador, consistindo de um PFD (Primary Flight Display, display de voo primário) e um MFD (Multi Functional Display, display multifuncional) e outras tecnologias de visão, navegação e comunicação de precisão. Um sofisticado display aviônico Avidyne substituiu instrumentos analógicos tradicionais e ofereceu uma variedade de informações e recursos da aeronaves e de voo, acessíveis ao toque dos dedos do piloto. Como tal, o N266CD marcou uma nova era para a capacidade, tecnologia e segurança de aeronaves de aviação geral. Isabel Goyer, editora-chefe da revista “Flying”, escreveu em 2012 que o Cirrus SR22 “é de longe o avião civil monomotor mais sofisticado já construído”. Por vários anos, o N266CD foi o avião pessoal de Alan Klapmeier.
O Cirrus SR20 e o SR22 mudaram a face da aviação geral quando foram introduzidos em 1999 e 2001, respectivamente, com designs exteriores completamente novos de material composto, aerodinâmica aprimorada e grandes janelas, interior ergonomicamente projetado com base em um controle de manche lateral e nova instrumentação e, no SR22, os sistemas integrados de instrumentação de aviônica de voo. Além disso, como um recurso de segurança adicional, um sistema de paraquedas balístico era parte integrante do design. Quando Alan Klapmeier sobreviveu a uma colisão no ar em 1985, ele jurou que qualquer avião que ele e seu irmão Dale projetassem teria um sistema de recuperação de paraquedas. O Cirrus Airframe Parachute System (CAPS) salvou muitos vidas.
Os Klapmeiers fundaram a Cirrus Design (agora conhecida como Cirrus Aircraft) no porão do celeiro rural de sua família em Wisconsin, em 1984, para desenvolver e vender seu primeiro projeto, o kitplane VK-30, que foi introduzido no mercado em 1987. O avião experimental com design aerodinâmico e materiais compostos parecia decididamente diferente do formato padrão da aviação geral, mas não vendeu bem. O subsequente turboélice ST50 de cinco lugares era caro; apenas dois foram feitos. Os irmãos se focaram então numa ideia mais simples, de uma aeronave a pistão de quatro lugares, menos dispendiosa – o SR20. O objetivo era trazer ao mercado uma aeronave de aviação geral nova, mais segura e sofisticada. Após décadas dos mesmos projetos antigos, uma população de pilotos em declínio e a sugestão de novas tecnologias chegando às aeronaves pessoais, a aviação geral estava à beira de uma nova era.
A linha Cirrus SR representa o primeiro redesenho abrangente e transformacional de aeronaves pessoais em mais de 50 anos. O Cirrus SR22 tem sido o avião de aviação geral mais vendido desde 2003 e recebeu muitos prêmios de design e segurança da indústria aeroespacial. Em 2014, Alan e Dale Klapmeier foram introduzidos no Hall da Fama da Aviação Nacional.”
O texto do NASM faz justiça ao mindset da Cirrus, declarado inclusive no material referente de 2024 referente a uma das versões mais atuais do SR22, o SR22T G7. Segundo a brochura, “por mais de duas décadas, a Cirrus Aircraft tem sido guiada por uma missão – oferecer uma experiência de aviação que seja o auge da inovação, qualidade e segurança. Desde o início, estávamos determinados a mudar a maneira como as pessoas viajam”.
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