BÜCKER BÜ 131 Lerche

Matrícula (Brasil): PP-ZGP

Origem: Alemanha

Nosso Bücker Lerche - Bu-131

O segundo Jungmann do acervo é um exemplar da versão Bü-131R, com o ano de fabricação que consta no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro) sendo 1996, com C/n: GMG-001/96. O aparelho parece ter sido adquirido em forma de kit, semi-pronto, diretamente da espanhola Bucker Prado, e trazido ao Brasil, onde foi montado pelo seu próprio proprietário, o empresário e aviador Geraldo Magela Galante, de Presidente Prudente (SP), com a possibilidade do trabalho ter sido feito no Edra Helicentro, em Ipeúna (SP). 

Como já citado, cerca de 530 Jungmann foram construídos na Espanha, através de um acordo aeronáutico com a Alemanha na época da 2ª Guerra Mundial, com a produção continuando na fabricante espanhola CASA até o início dos anos 1960, com o modelo permanecendo em serviço como o principal treinador básico da Força Aérea Espanhola até 1968. E em 1994 (uma data que combina com o histórico do PT-ZGP), a empresa espanhola Bücker Prado reiniciou a produção do modelo, usando moldes e desenhos técnicos originais da CASA. A iniciativa foi do entusiasta de aviação e empresário espanhol Jesús Ballester Paredes, e a empresa sobreviveu até os nossos dias, hoje como JPB Bucker, funcionando no distrito industrial de Camporosso, Espanha sendo que 21 aparelhos foram construídos dali – um destes, o adquirido por Magela Garante.

Com a aeronave pronta, Magela Galante a registrou (constando ele próprio, no RAB, como fabricante) e numa caderneta de serviços deste proprietário (aberta numa data anterior ao final do ano de 2000), o avião consta como possuindo uma motorização Lycoming AEIO-360A2B, de número de série L-25555-51A. 

Entretanto, pouco depois de adquirir a aeronave, Magela Galante perdeu a vida num acidente aeronáutico em 17 de novembro de 2000, quando a aeronave que pilotava, construída por ele próprio, caiu pouco depois de decolar de Presidente Epitácio (SP)

Esta aeronave foi adquirido para o acervo do Vintage Hangar em em 5 de dezembro de 2004, em Campo Grande

Conheça o histórico completo da aeronave

Carl Clemens Bücker iniciou sua carreira na Aviação durante a Primeira Guerra Mundial, como piloto de hidroavião na Marinha Imperial Alemã. Terminado o conflito, com a derrota germânica e a proibição do Tratado de Versalhes de que a Alemanha projetasse, construísse e operasse aeronaves militares; ele se mudou em 1919 para a Suécia, onde começou a trabalhar no projeto de aviões, tornando-se em 1921 um dos fundadores da indústria aeronáutica daquele país escandinavo, a Saab .

Com as mudanças políticas em sua terra-natal, e o renascimento da indústria aeronáutica germânica (burlando as restrições de Versalhes), Carl Clemens Bücker retornou para a Alemanha em 1932, logo estabelecendo a sua própria indústria aeronáutica, Bücker Flugzeugbau GmbH, inicialmente instalada em Johannisthal, próximo a Berlim. Junto com ele para a Alemanha, viera o designer aeronáutico sueco Anders J. Andersson, que se tornou o responsável por “injetar” em todos os projetos da nova empresa uma surpreendente inspiração para a acrobacia aérea. Como resultado disso, a Bücker logo se tornaria conhecida e respeitada como uma fabricante de excepcionais aeronaves de treinamento – modelos hoje reconhecidos como clássicos genuínos.

E o primeiro destes treinadores foi exatamente o Bücker Bü-131 Jungmann, cujo projeto era assinado pelo próprio Andersson. Tratava-se de um biplano com dois assentos em tandem, de fuselagem de estrutura metálica coberta com tela, e asas de madeira, também cobertas por tela. O protótipo, com o registro D-3150, fez seu primeiro voo em 27 de abril de 1934.

O modelo se tornou um dos dois primeiros treinadores adotados pela “renascida” Luftwaffe (Força Aérea alemã), sendo o outro o Heinkel He-72. E deste modo, produziram-se enormes quantidades do Bü-131, a maioria na versão B (de maior potência), e o tipo manteve-se em linha de produção durante boa parte da Segunda Guerra Mundial. Além disso, a partir de 1942, o Jungmann equipou vários esquadrões NSGr (ataque ao solo, noturno) da Luftwaffe, que entraram em ação contra as tropas soviéticas, na Frente Leste, efetuando ataques “de perturbação” à noite – na verdade, copiando uma tática iniciada pelos próprios soviéticos, que para isso empregavam o também biplano Polikarpov Po-2.

Além disso, o modelo teve sucesso comercial no mercado militar internacional, com vendas para a Hungria (100 aeronaves) e Romênia (150), além de ter sido fabricado sob licença pela Tchecoslováquia (onde foi produzido pela Aero como C-104 e, nos anos 1950, como C-4), na Suiça (75) e no Japão, onde houve uma extensa produção do modelo – foram 1.037 aeronaves para a Aviação do Exército Imperial, onde o tipo era conhecido como Kokusai Ki-86, e mais de 200 para a Marinha Imperial, que o designava Watanabe K9W. Além do Japão, porém, uma das produções licenciadas mais expressivas aconteceu na Espanha, onde o modelo chegou a participar de ações de combate na Guerra Civil Espanhola, ao lado das forças nacionalistas do General Franco, que contavam com o apoio da Alemanha nazista de Adolf Hitler. Selando a aliança da Alemanha com Franco, num gesto de amizade, a Espanha recebeu a licença de produção de vários aviões militares alemães, incluindo o caça Messerschmitt Bf-109 (Hispano Ha-1109 Buchón), o bombardeiro Heinkel He-111 (C-2.111) e o Bücker Bü-131 (C-1131). Os espanhóis, na verdade, mantiveram tais modelos em produção muito depois do fim da Segunda Guerra Mundial e, em vários casos, efetuaram algumas modificações, notadamente na motorização no caso do Buchón, por exemplo, o motor original germânico Daimler-Benz foi substituído pelo britânico Rolls-Royce Merlin. No caso do Jungmann, ocorreu algo similar, com a substituição do motor alemão Hirth HM-504A-2 (105hp) por um ENHASA Tigre (145hp).

No Brasil, embora o modelo não tenha conhecido uso militar, 32 exemplares foram adquiridos em maio de 1939, com o objetivo de equipar os nossos aeroclubes com o que então havia de melhor em aeronave acrobática. Um destes exemplares, de matrícula PP-TFM, foi enviado para o Aeroclube de São Paulo (junto com outros dois exemplares) e acabou se tornando o avião pessoal do lendário piloto de acrobacia aérea Alberto Bertelli. Mais tarde, quando Bertelli foi agraciado como Membro Honorário da Esquadrilha da Fumaça, o seu Jungmann recebeu o registro militar FAB-07. Este avião está hoje preservado no Museu Aeroespacial (Musal), no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro (RJ).

Vale dizer que, em plenos anos 1980, o Jungmann ainda era cobiçado não só por entusiastas e colecionadores, mas pelos adeptos da acrobacia aérea, onde suas qualidades se mantiveram excelentes e muito respeitadas. De fato, sob encomenda, o modelo é ainda fabricado na Suécia, com asas primorosamente confeccionadas na Finlândia.

Ficha técnica do nosso exemplar

Modelo

BÜCKER BÜ 131 Lerche

Fabricante

Bücker Flugzeugbau

Ano de fabricação

1934

Motor

210 HP

Local de fabricação

Johannisthal, Berlim - Alemanha

Velocidade de Cruzeiro

110 mph

Velocidade Máxima

115 mph

Capacidade

2 lugares

Peso máximo

670 Kg

Galeria de fotos de nosso exemplar

BÜCKER BÜ 131 Lerche

Confira as exclusividades do

BÜCKER BÜ 131 Lerche

Cool Design

Lorem ipsum dolor sit sodales, augue velit cursus nunc.

Amazing Style

Lorem ipsum dolor sit sodales, augue velit cursus nunc.

Sharp Edges

Lorem ipsum dolor sit sodales, augue velit cursus nunc.

Ultra Durable

Lorem ipsum dolor sit sodales, augue velit cursus nunc.

Ultra Durable

Lorem ipsum dolor sit sodales, augue velit cursus nunc.