Waco UPF-7

Matrícula (Brasil): PR-BOO

Origem: EUA

Nosso Waco UPF-7

A aeronave do acervo foi produzida em 1941, pouco antes da entrada do Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em 7 de dezembro daquele mesmo ano, tendo o C/n 5715. Pode-se atestar que o aparelho foi entregue de fábrica para ser utilizado no programa CPTP, de formação de uma reserva civil de pilotos durante a guerra; e segundo a sua primeira caderneta de voo privada disponível, cobrindo o que podemos considerar o seu primeiro período de atividade em propriedade privada, de 1º de agosto de 1944 a 18 de julho de 1960, ele tinha a motorização padrão, com o Continental W-670-6ª de C/n 18892, com a caderneta atestando que a aeronave já tinha 1.051 horas de voo quando a caderneta foi aberta (indicando um intenso uso anterior, quase certamente ligado ao CPTP), chegando em 18 de julho de 1960 com 2.408 horas e 35 minutos acumulados, o que mostra cerca de 1.300 horas voadas no período. A sua matrícula era então N32083, e um dado curioso é que a caderneta indica como proprietários o casal Norma e Slarum, mas há o nome de Josh Kumuly escrito (e rasurado) antes dele, indicando que a caderneta foi aberta quando a aeronave pertencia a Kumuly, mas quase que imediatamente houve a venda ao casal Slarum.

E os Slarum continuaram como donos do N32093 até, pelo menos, o final de março de 1967, com a aeronave sendo baseada em Lovell, Michigan (Estados Unidos).

Em abril, entretanto, o biplano foi vendido a Guy Peterson, de Mentor, Ohio, que ficaria com o aparelho até 14 de agosto de 2013, quando este foi vendido, tendo então um total de horas voadas da célula de 5.504 horas e 50 minutos.

A sua compra se deu quando o aparelho foi levado ao maior show aéreo de aviação geral do mundo, o EAA AirVenture, em Oshkosh, Wisconsin, no ano de 2013.

A aeronave veio desmontada dos Estados Unidos para o Brasil, e aqui remontada.

E devido ao excelente estado de restauro em que se encontrava, não foi necessário nenhum trabalho de recuperação da mesma que, uma vez remontada, passou imediatamente a fazer parte do acervo do Vintage Hangar.  

A aeronave foi comprada em Oshkosh, e totalmente restaurada pela Rare Aviation ( Em estado de nova). Procurar pesquisar na empresa se eles tem dados da aeronave, e analisar as cadernetas após a aquisição da mesma.

Conheça o histórico completo da aeronave

A Waco Aircraft Company (WACO) foi uma fabricante de aeronaves localizada em Troy, Ohio, EUA, que entre 1919 e 1947, produziu uma ampla gama de biplanos civis. A empresa inicialmente tinha o nome Weaver Aircraft Company of Ohio, mas mudou seu nome para Waco Aircraft Company em 1928/29. Mas a origem da empresa vem de 1919, quando os empresários Clayton J. Brukner e Elwood Junkin conheceram os pilotos de barnstorming (os shows aéreos acrobáticos que perambulavam pelo interior dos Estados Unidos, celebrizados no clássico de Hollywood “Quando as Águias se Encontram”, de 1975) Charley Meyers e George Weaver. Embora o primeiro projeto inicial, um hidroavião, tenha sido um fracasso, eles formaram a empresa WACO em 1920 e se estabeleceram como produtores de aviões confiáveis ​​e robustos que eram populares entre empresários-pilotos, viajantes, serviços postais e exploradores, especialmente depois que a empresa começou a produzir modelos de biplanos de cabine fechada após 1930, além dos biplanos de cabine aberta.

Infelizmente, porém, veio a terrível crise econômico-social de 1929, dando início ao longo período de recessão econômica que ficaria conhecido como a Grande Depressão. E, nestes anos de profunda crise financeira, a produção de biplanos de treinamento comerciais praticamente foi paralisada no início da década de 30, e novos monoplanos de baixa potência rapidamente tomaram seu lugar nas escolas e na aviação privada.

Nos anos seguintes, somente os serviços aéreos do US Army (Exército norte-americano), o USAAC (US Army Air Corps, Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos) e da US Navy (Marinha norte-americana) restaram como os principais clientes de treinadores biplanos, e embora a Waco não tivesse uma fatia desse mercado, era uma das poucas empresas que continuavam a fornecer biplanos de cabine aberta para proprietários privados em meados da década de 1930, um grupo que compreendia o que poderia ser considerado um comércio personalizado. Mas a empresa não poderia sobreviver contando com este mercado cada vez mais exíguo, e assim houve a decisão de se enveredar para os biplanos militares de instrução básica. E assim surgiu a série Waco D, composta por treinadores biplanos militares, criados entre 1934 e 1937, tanto para suprir as necessidades das Forças Armadas norte-americanas, quanto de outras nações.

Em paralelo, havia a série Waco F, surgida em 1930, de biplanos criados como sucessores da anterior série O, de 1927-1933. Os Waco F tinham uma célula um pouco menor e cerca de 200kg mais leve que os O, enquanto ofereciam as mesmas capacidades de acomodação, para três pessoas, em cabines abertas, em tandem. E uma performance similar ao da anterior série O foi obtida com a adoção de uma motorização mais avançada, com um motor menor e mais econômico. Visualmente, a maior alteração era exatamente este motor, o Continental R-670, de 220hp (160kW) e a adoção de uma bitola maior no trem de pouso principal, aumentando a segurança em pousos e decolagens, e também no caso de uso em instrução, com pilotos com pouca ou nenhuma experiência.

Os modelos iniciais da série F foram os Waco INF (motor Kinner de 125hp / 93kW), KNF (Kinner de 100hp / 75kW) e RNF (motor Warner Scarab, de 110hp / 82 kW), e a estes se seguiram diversos submodelos, com motorizações cada vez mais potentes, chegando a 225hp (168kW) – o Waco ZPF, de 1936-1937, visando o uso executivo.

Então, em 1939, o USAAC (que em 1942 se tornaria a USAAF, United States Army Air Forces, Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos, da qual se geraria a atual Força Aérea norte-americana, a USAF, United States Air Force, como Arma autônoma e independente, em 1947) percebeu “as nuvens no horizonte”, com a crescente tensão político-militar na Europa e na região do Pacífico, indicando que uma guerra era inevitável e era urgente a necessidade de se treinar pilotos o mais rápido possível para atender às futuras demandas militares. Assim, foi criado o CPT (Civilian Training Program, Programa de Treinamento Civil), e jovens estudantes qualificados foram selecionados para aprender a voar em várias escolas de voo e universidades, com financiamento do Governo norte-americano. Os fabricantes de aeronaves competiram por contratos de aeronaves de treinamento militar e a Stearman ganhou o contrato do Exército (USAAC), para a formação básica de voo dos pilotos militares; enquanto a WACO com alguns outros fabricantes foram agraciados com contratos para treinadores básicos voltados ao programa de reserva de pilotos civis, o CPT. 

O modelo Waco UPF-7 apareceu em 1937 e foi o sétimo e último modelo da série F. E em 1940, a empresa empreendeu um programa para redesenhar o UPF-7 para atender aos requisitos do CPT, que havia então se tornado de máxima prioridade. A guerra havia de fato irrompido na Europa, em 1º de setembro de 1939, com a invasão da Polônia pela Alemanha do regime nazista do 3º Reich de Adolf Hitler – era o início, embora na época não se tivesse como saber, do mais sangrento e terrível conflito armado da história da Humanidade, a Segunda Guerra Mundial. Embora os Estados Unidos, então, ainda se mantivessem em neutralidade no conflito, o programa treinou pilotos civis às custas do governo em antecipação à necessidade de muitos pilotos quando os EUA foram inevitavelmente atraídos para a Segunda Guerra Mundial – o que aconteceu em 7 de dezembro de 1941, quando forças do Japão (aliado da Alemanha), atacaram a base aeronaval de Pearl Harbor, no Havaí. 

As modificações aplicadas foram relativamente simples; controles no assento dianteiro, um trem de pouso mais largo e melhor acesso ao cockpit dianteiro foram as principais alterações; e a WACO iria produzir mais UPF-7 do que qualquer um de seus modelos anteriores da série F. Aproximadamente 600 UPF-7 saíram da fábrica de Troy, Ohio, entre 1937 e 1942.

Para o UPF-7 foi padronizado o motor Continental W-670-6A de 220 hp, equivalente civil do motor militar R-670 da Continental. E a designação do biplano (UPF) refletia as principais características de design do avião – a letra “U” identificava o motor como o W-670, o “P” identificava o design da asa e da fuselagem, e o “F” identificava série do modelo, com o numeral “7” indicando ser o sétimo modelo dessa série. 

Detalhes como trem de pouso e formato da cauda variaram muito ao longo da série. 

Essencialmente um refinamento de última geração do modelo de 1930, o UPF-7 manteve suas principais características, particularmente as asas fortemente escalonadas com os ailerons conectados por suporte nos painéis superior e inferior. Por outro lado, enquanto os modelos anteriores da série F tinham sido todos construídos com três assentos, com dois passageiros sentados lado a lado na cabine dianteira; o UPF-7 foi projetado para ser um treinador de controle duplo – entretanto, se se removesse o manche do cockpit dianteiro, este era tão largo que podia acomodar dois passageiros. 

Curiosamente, nos dias de hoje, além de integrarem as “frotas” de museus e coleções particulares, alguns UPF-7 ainda resistem atuando em suas tarefas originais, em operação comercial em escolas que ensinam acrobacias aéreas!, enquanto outros, graças às cabines dianteiras de dois assentos, transportam passageiros pagantes em shows aéreos e voos nostálgicos.

Ficha técnica do nosso exemplar

Modelo

WACO UPF-7

Fabricante

Waco Aircraft Company

Ano de fabricação

1941

Motor

Continental W-670-6A 220hp

Local de fabricação

Troy, Ohio - EUA

Velocidade de Cruzeiro

114 mph

Velocidade Máxima

128 mph

Velocidade Estol

50 mph

Capacidade

3 lugares

Peso máximo

1200 kg

Galeria de fotos de nosso exemplar

Waco UPF-7

Confira as exclusividades do

Waco UPF-7

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