Ercoupe 415C

Matrícula (Brasil): PS-ALB

Origem: EUA

Nosso Ercoupe 415C

A aeronave do acervo é hoje o único Ercoupe em condições de voo no país. Havia um outro exemplar, cuja matrícula ainda consta no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), que era do modelo A-2 Alon Delux, fabricado pela Alon, de McPherson (Kansas), com C/n A87-2, mas este aparelho teve a sua matrícula cancelada em 12 de maio de 2022 por motivo de “perecimento” – o que significa que a referida aeronave teve impossibilitada a sua reparação, em razão de laudo conclusivo emitido pela autoridade competente (ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil) ou após o transcurso de mais de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data em que dela se teve a última notícia oficial.

Assim sendo, em novembro de 2024, o Ercoupe 415C, de matrícula PS-ALB, era o único exemplar do modelo clássico em situação regular, e em condições de voo, no país. A aeronave, antes de vir ao país, voava nos Estados Unidos com a matrícula N225D, tendo C/n (S/n) 3817. Foi fabricado na planta da ERCO em Riverdale, Maryland, tendo ficado pronto em 3 de outubro de 1946. 

Um ponto interessante aqui é que o exemplar, até a realização desta pesquisa, era considerada como sendo da versão Ercoupe 415D do fabricante original, ERCO, o que, entretanto, não se confirma (apesar de constar assim até no registro da FAA, mas este também está errado). O aparelho é, de fato, da segunda série da versão Ercoupe 415C, de produção pós-guerra, confirmado por seu S/n (C/n), assim como por sua data de produção (1946), que não condiz com um 415D (produzido no ano seguinte, 1947). Vale dizer que a principal diferença entre estas duas séries do modelo 415C é a motorização, com os exemplares da primeira série (período da guerra) tendo o motor Continental A65-8, de 65hp, enquanto que os da segunda série (pós-guerra) eram dotados do motor Continental C75-12/-12F, de 75hp. Outras alterações incluíram a instalação de freios, sistemas de controle primário e para-brisas revisados, além d​​e inúmeras mudanças nos métodos de fabricação.

Aparentemente, a principal razão desta confusão sobre o modelo correto é que o aparelho N225D, em algum momento de sua vida nos Estados Unidos, teve a sua motorização original, um Continental C75-12 ou -12F, de 75hp, substituído por um C-85-12F, de 85hp – que na verdade, era a motorização do Ercoupe 415E, não do D. Seja como fôr, o fato é que o exemplar hoje no Vintage Hangar é um Ercoupe 415C, com o motor de um modelo E.

Enfim, independente deste detalhamento, agora correto, do modelo do Ercoupe, um fato da maior relevância é que esta aeronave tem uma posição muito especial no acervo do Vintage Hangar, pois o filho do fundador do atual Grupo Clamed, o Sr. Alberto Bornschein Filho (falecido em 1992, aos 65 anos), pai do criador do Vintage Hangar e atual presidente do Grupo, Dr. Alberto Bornschein, entre diversas aeronaves que teve e pilotou (tinha brevê de piloto privado), foi proprietário de um Ercoupe. E foi nesta aeronave que levou o filho, o hoje Dr. Alberto Bornschein, no primeiro voo de que este se recorda. Assim, ter hoje no acervo uma aeronave do mesmo modelo em que o pai o levou em seu primeiro voo é algo de muito especial em termos de memória afetiva e preservação de sua própria história familiar e pessoal, para o criador do Vintage Hangar.

Infelizmente, exceto por sua data de fabricação, o exemplar chegou ao país com o mínimo de documentação possível, mas foi possível rastrear nesta pesquisa que, pelo menos desde 2 de junho de 2006, ele pertencia à Four Pilots LLC, baseado em Birmingham, no Alabama, em 2006, passando a estar em Homewood, no mesmo Estado norte-americano, à partir de junho de 2014. Segundo o registro oficial da autoridade aeronáutica norte-americana (FAA, Federal Aviation Administration), o aparelho foi então vendido pela Four Pilots LLC ao Brasil quando era ainda baseado em Homewood, sendo cancelado o seu registro na FAA em 26 de março de 2021 por motivo de “exportação para o Brasil”.

Segundo Sérgio Benediti (um dos maiores especialistas no Brasil em compra e importação de aeronaves, inclusive clássicas e históricas, além de representante da Cirrus no país), que foi o responsável pela compra para o acervo do Vintage Hangar, e importação para o Brasil, uma vez localizado o Ercoupe à venda, no Alabama, foram examinar a aeronave em 2020, e constatado que estava em excelentes condições, foi feita a aquisição, formalizada no primeiro trimestre de 2021, seguindo-se então do aparelho ser desmontado para ser trazido para o Brasil. Porém, com a pandemia da Covid-19 e as paralisações nos transportes, inclusive de cargas e internacionais, o aparelho acabou por ficar estocado, desmontado já, por cerca de um ano. Deste modo, apenas em 2022, com o abrandamento da pandemia e, consequentemente, das restrições nos transportes, é que o Ercoupe pôde enfim ser trazido para o Brasil, sendo então remontado e enfim passando a integrar o acervo do Vintage Hangar.

Conheça o histórico completo da aeronave

O Ercoupe 145 é uma aeronave única e verdadeiramente amada pelos que a conhecem e, principalmente, já a voaram, ocupando um lugar especial na história da aviação. Trata-se de um monoplano de asa baixa para duas pessoas, projetado e construído nos Estados Unidos, inicialmente pela Engineering and Research Corporation (ERCO), um pouco antes da Segunda Guerra Mundial, com a proposta de ser uma aeronave segura e ideal para iniciantes, combinando o que havia de mais moderno na engenharia aeroespacial da época. Sua produção e venda foi iniciada em 1940, com excelente repercussão no mercado e rapidamente ganhou popularidade por seus recursos de design inovadores.

E isso se deu graças a um conjunto de características singulares, nunca antes reunidas todas numa mesma aeronave de aviação geral. Uma destas características notáveis eram seus controles duplos, que permitiam aos pilotos voar a aeronave tanto do banco dianteiro quanto do traseiro, tornando-o a escolha ideal para escolas de treinamento de voo e pilotos recreativos. Além disso, o Ercoupe 415C introduziu um sistema de controle revolucionário conhecido como “direção do volante de controle”, que eliminou a necessidade de pedais de leme, o que simplificou muito a pilotagem da aeronave e a tornou mais acessível a uma ampla gama de pilotos. Considerado uma aeronave esportiva leve, pode deste modo ser pilotado por pilotos com licença de piloto esportivo, é uma aeronave de fácil pilotagem, com controles de pitch e steering por meio do manche, eliminando assim a necessidade de pedais de leme.

E nenhum testemunho é mais eloquente dessa facilidade de pilotagem que o episódio de 2022, quando Jessica Cox se tornou a primeira piloto de avião a ser licenciada no mundo, mesmo não possuindo ambos os braços – num Ercoupe.

Mas as raízes do Ercoupe, que voou pela primeira vez em 1937, podem ser traçadas até 1931, quando o engenheiro aeronáutico Fred Weick, era então chefe assistente da Divisão de Aeronáutica do National Advisory Committee for Aeronautics (NACA, Comitê Consultor Nacional para a Aeronáutica – instituição antecessora da atual agência aeroespacial norte-americana, a NASA, National Aeronautics and Space Administration). Em 1934, ele pediu permissão para construir uma aeronave baseada no Stout Skycar de 1931 usando tecido em vez de revestimento de alumínio e modificações de controle baseadas na pesquisa do NACA, e ele e um grupo de colegas de trabalho projetaram e montaram a aeronave experimental em seu tempo livre e pagaram por ela eles mesmos. A aeronave resultante, conhecida como W-1, apresentava trem de pouso triciclo, uma asa de parasol e uma configuração de hélice propulsora.

Segundo o próprio Weick listou, estas eram as principais características buscadas pela equipe no projeto:

– Trem de pouso triciclo com roda dianteira giratória, dirigível se desejado;

– Estabilidade longitudinal e lateral adequada, com deflexão limitada do profundor para cima, para evitar perda de controle devido a estol e giro;

– Flaps de controle de planeio

– Sistema de pilotagem com duplos comandos.

E naquele mesmo ano de 1934, o Bureau of Air Commerce (Escritório de Comércio Aeronáutico) abordou a equipe de Weick em busca de padrões para uma competição por uma aeronave segura e prática para oferta popular, a um custo que não ultrapassasse US$ 700,00. Em 1936, o vencedor da competição foi o Stearman-Hammond Y-1, incorporando muitos dos recursos de segurança do W-1; mas dois outros vencedores foram o Waterman Aeroplane e um autogiro rodoviário, o Autogiro Company of America AC-35. Quanto ao próprio W-1, ele não havia sido planejado para produção, e assim não pôde se qualificar como um competidor, mas o seu projeto foi comprado pelo Bureau para testes experimentais contínuos em segurança de controles de voo. E disso acabou resultando um modelo voltado a produção em série, o W-1A, que passou a ser fabricado pela Fairchild.

Neste interim, o próprio Weick deixou a NACA, em 1936, indo se unir à incipiente equipe de projetos de uma novata fabricante de aeronaves, a Engineering and Research Corporation (ERCO), criada em 1939 por Henry Berliner. Assumindo o posto de projetista-chefe da empresa, Weick direcionou os esforços da equipe  principalmente para continuar aprimorando o seu projeto de aeronave, concentrando o foco em uma série de questões de projeto – notadamente, a simplicidade de pilotagem e a segurança de voo.

Era seu objetivo criar uma aeronave com preço razoável que não estolasse ou entrasse em parafuso. 

Mantendo o trem de pouso triciclo para facilitar as manobras no solo, Weick alterou a configuração original de parassol do W-1 para monoplano de asa baixa, no novo modelo, com um motor em posição tradicional, no nariz da aeronave.

E foi assim que nasceu o modelo ERCO 310, que incluía um motor totalmente coberto, e fez o seu primeiro voo em outubro de 1937 no Aeroporto College Park, sendo logo em seguida batizado de “Ercoupe”. 

O projeto, que fazia com que o avião fosse realmente muito fácil de se pilotar apresentava realmente características de design exclusivas, incluindo uma grande cabine envidraçada, permitindo uma enorme amplitude de campo de visão do piloto, quase tão amplo quanto um canopi tipo “bolha”. 

O protótipo voou com um motor de quatro cilindros invertido feito pela própria ERCO, o ERCO I-L 116, mas este foi rapidamente descartado devido ao seu alto custo de fabricação em comparação com um novo motor refrigerado a ar oferecido pela Continental, o A-65, também de quatro cilindros. Sem pedais de leme, o Ercoupe voava usando apenas o manche, com um sistema de dois controles conectando os sistemas de leme e aileron, que controlavam a guinada e a rolagem, assim como a roda do nariz dirigível (em solo). O manche também controlava o passo e a direção da aeronave, tanto no solo quanto no ar, simplificando o controle e a curva coordenada e eliminando a necessidade de pedais de leme. 

De fato, a pilotagem do Ercoupe era tão inovadora que uma categoria completamente nova de licença de piloto foi criada pela CAA (Civil Aeronautics Administration, a autoridade regulatória da aviação nos Estados Unidos, anterior à atual FAA, a Federal Aviation Administration) para os pilotos de Ercoupe que nunca tinham usado pedais de leme!

E o Ercoupe foi a primeira aeronave certificada pela CAA como “caracteristicamente incapaz de entrar em parafuso”. Paradoxalmente, exatamente por essa característica incrível da aeronave – a sua “incapacidade” de entrar em parafuso, os pilotos brevetados no Ercoupe eram inicialmente proibidos de pilotar outras aeronaves, pois não tinham recebido qualquer treinamento de como recuperar uma aeronave num prafuso! E, por outro lado, muitos pilotos, já experientes com outras aeronaves, ficavam confusos ao voar o Ercoupe, estranhando a ausência dos pedais de leme – uma situação que acabou levando os fabricantes do modelo a, posteriormente, adicionarem pedais de leme em algumas versões do Ercoupe, de modo a deixar mais “à vontade” pilotos experimentados em outras aeronaves. Outra questão também envolvendo pilotos já com experiência em outros modelos foi a “queixa” destes sobre a perda da capacidade de deslizar (slipping) o avião na aproximação (para perder altitude rapidamente), por causa das características de restrição de guinada da aeronave. 

E foi por essas qualidades todas de fácil pilotagem e de extrema segurança de voo que, em sua época, o Ercoupe foi assim descrito pela prestigiadíssima revista LIFE – um avião “quase infalível”, numa reportagem em que tal definição era acompanhada de fotos de um piloto pousando com as mãos para cima! Entretanto, apenas 112 unidades foram entregues antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em dezembro de 1941, com o conflito levando à quase total paralisação da produção de aeronaves civis.

De fato, em 1939, o USAAC (que em 1942 se tornaria a USAAF, United States Army Air Forces, Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos, da qual se geraria a atual Força Aérea norte-americana, a USAF, United States Air Force, como Arma autônoma e independente, em 1947) já percebera “as nuvens no horizonte”, com a crescente tensão político-militar na Europa e na região do Pacífico, indicando que uma guerra era inevitável, e de como os Estados Unidos estavam despreparados para um conflito de grandes proporções – inclusive, em termos quantitativos de pilotos disponíveis, de modo que se considerou urgente a necessidade de se treinar pilotos o mais rápido possível para atender às futuras demandas militares. Assim, foi criado o CPT (Civilian Training Program, Programa de Treinamento Civil), e jovens estudantes qualificados foram selecionados para aprender a voar em várias escolas de voo e universidades, com financiamento do Governo norte-americano. 

E foi assim, diante deste cenário, que já em meados de 1941, a ERCO tinha passado a produzir versões do Ercoupe para uso militar, utilizando a madeira como principal material de construção já que toda a produção de alumínio era direcionada ao esforço de guerra (já em andamento, apesar do país ainda não estar declaradamente em conflito com o Eixo, o que se concretizou apenas em 7 de dezembro daquele mesmo ano). A substituição do alumínio por madeira resultou em uma aeronave mais pesada, mas também mais silenciosa, pois a madeira absorvia as vibrações do motor e do fluxo. E os Ercoupes foram empregados para instrução no CPT durante a guerra, além de também pelo serviço aéreo auxiliar de patrulhamento nacional, a Patrulha Aérea Civil, também os ter utilizado, inclusive na vigilância das águas nacionais costeiras contra a ação de submarinos inimigos, tanto japoneses (na Costa Oeste) quanto alemães (Costa Leste).

Com o final do conflito, os fabricantes de aviação geral estavam entusiasmados com as perspectivas de um boom da aviação no pós-guerra, pois, afinal, milhares de homens e mulheres haviam sido qualificados como pilotos pelo governo, e a esperança era que desejassem incluir a aviação nas suas vidas civis. Assim, a produção do modelo foi retomada em 1946 e, no seu auge, a ERCO produzia 34 Ercoupes por dia, operando três turnos vendidas a um custo unitário de US$ 2.665,00 (mesmo preço de 1941). 

A aeronave foi comercializada agressivamente, até mesmo em lojas não convencionais, como o departamento masculino da rede de lojas de departamentos Macy’s . 

Na produção pré-guerra foi dos já citados 112 Ercoupe 415C, com motor Continental A65-8 de 65hp, passando-se então para a versão D, com o Continental de 85hp, e cuja produção ocorreu principalmente após a Segunda Guerra Mundial. Então, várias empresas construíram quase 6.000 Ercoupes ou suas variantes ao longo de um período de quase 30 anos. Em 1955, a Forney Manufacturing Company obteve o Certificado de Tipo como o Forney F-I Aircoupe, que mais tarde foi fabricado pela Air Products Company de Carlsbad, Novo México, até 1962. Em 1963, a Alon Inc. de Wichita, Kansas, comprou os direitos do avião e o colocou de volta em produção em 1964 com um motor Continental de 90hp. E em 1967, a Alon se fundiu com a Mooney Aircraft de Kerrville, Texas, que o redesenhou com uma cauda única Mooney, distinta, e o renomeou como Mooney M-10 Cadet. Mas foram construídos apenas alguns exemplares deste modelo e depois os direitos de produção foram vendidos para a Aerostar Aircraft Corporation em 1970, quando o M-10 se tornou o Aerostar 90. A linha terminou em 1970 – ao todo, em todas as versões, incluindo as militares, foram produzidos 5.685 exemplares do Ercoupe.

E fica a distinção de que o primeiro de série de todos eles, um Ercoupe 415C, se encontra hoje preservado no prestigiadíssimo National Air & Space Museum (NASM) do Smithsonian Institution, em Washington DC, Estados Unidos. Trata-se do exemplar de matrícula NC15692, fabricado em outubro de 1939 e que recebeu o seu Certificado de Aeronavegabilidade em 2 de abril de 1940. Ele foi vendido pela primeira vez em janeiro de 1941 para o Brinkerhoff Flying Service em College Park, Maryland, onde foi usado para treinamento de voo, e de lá, passou por uma sucessão de proprietários até ser adquirido por Robert Whipperman, de Harbor City, Califórnia, em janeiro de 1946, que já possuía outros dois exemplares do modelo. No início de 1941, esta aeronave foi avaliada pelo USAAC (US Army Air Corps, Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos, antecessor da Força Aérea norte-americana) em Fort Sill, Oklahoma, para funções de observação ou drone alvo e recebeu a designação temporária YO-55 antes de retornar ao uso civil no final daquele ano. Whipperman doou o avião ao NASM em 1979 como um exemplo de um projeto de avião civil antigo e único que foi pioneiro no uso de tecnologias práticas para um avião de alta segurança de voo; e o exemplar chegou ao Paul Garber Restoration and Storage Facility (a principal reserva técnica e oficina de restauro do NASM) em Suitland, Maryland, em junho de 1979.

Lista e detalhes das versões do Ercoupe:

Fabricante Período de Produção Modelo Peso Bruto Motorização Números de Série (S/n) Quantidade Construída Produção por Fabricante
ERCO Engineering and Research Corp., Riverdale, Maryland 1940-1941 415-C 1260 lb. C-65-8 1 a 112 112 5081
1946 415-C* 1260 lb. C-75-12 / C-75-12F 113 a 4423 4,311
1947 415-D 1400 lb. C-75-12 / C-75-12F 4424 a 4500 77
1947 415-CD 1260 lb. C-75-12 / C-75-12F 4501 a 4868 368
1948 415-E 1400 lb. C-85-12 / C-85-12F 3779, 4869 a 5011 213
1949 415-E 1400 lb. C-85-12 / C-85-12F 5003 e 5005
1949 415-E 1400 lb. C-85-12 / C-85-12F 5015 a 5040
1950 415-E 1400 lb. C-85-12 / C-85-12F 5008 a 5009
1950 415-G ClubAir 1400 lb. C-85-12 / C-85-12F 5041 a 5081
Fornair — Forney Aircraft Company, Ft. Collins, CO  S/n de 5082 a 5599 não foram usados
1958 F-1 Forney Delux 1400 lb. C-90-12F 5600 a 5655 56 163 
1959 F-1 Forney Explorer, Execta, Expediter 1400 lb. C-90-12F 5656 a 5714 59
1959 F-1A Forney Trainer 1450 lb. C-90-12F 5715 a 5738 23
Air Products Co., New Mexico 1959 F-1A Forney Trainer 1450 lb. C-90-12F 5739 a 5763 25
Alon, Inc., McPherson, Kansas 1965 A-2 Alon Delux 1450 lb. C-90-12F / C-90-16F A-2 a -87 86 297
1966 A-2 Alon Delux 1450 lb. C-90-12F / C-90-16F A-88 a A-224 137
1967 A-2 Alon Delux 1450 lb. C-90-12F / C-90-16F A-225 a A-245 21
Mooney Aircraft, Kerrville, Texas 1968 A2-A Alon Cadet  1450 lb. C-90-12F B-246 a B-297 52
1969 M-10 Cadet4 1450 lb. C-90-12F / C-90-16F 69—3 a 69–11 9 59 
1970 M-10 Cadet 1450 lb. C-90-12F / C-90-16F 700001 a 700050 50

Observação (*): Esta aeronave de produção é semelhante ao modelo básico original, Ercoupe 415C, exceto pela instalação do motor Continental de 75hp de potência, com melhor performance, e instalação de freios, sistemas de controle primário e para-brisas revisados, além d​​e inúmeras mudanças nos métodos de fabricação.

Ficha técnica do nosso exemplar

Modelo

Ercoupe 415-D

Fabricante

ERCO Engineering and Research Corporation

Ano de fabricação

1946

Motor

CONTINENTAL O-190 85HP

Local de fabricação

Riverdale, Maryland - EUA

Velocidade de Cruzeiro

114 mph

Velocidade Máxima

144 mph

Velocidade Estol

58 mph

Alcance

450 milhas

Capacidade

2 lugares

Peso máximo

635 kg

Galeria de fotos de nosso exemplar

Ercoupe 415C

Confira as exclusividades do

Ercoupe 415C

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