O exemplar do acervo é um Stearman B75N1 (designação militar da versão: PT-17), C/n 75-7870 entregue de fábrica em 26 de setembro de 1941. Entregue para serviço na US Navy, recebeu a designação militar N2S-3, refletindo a sua motorização, com um Continental R-680-4, de 220hp. Com o final da guerra, foi retirado de serviço e oferecido no mercado civil, recebendo a matrícula N450ST, com a qual foi adquirido em 29 de julho de 1947, por Warren K. Linnerooth, de Minnesota. Mas este ficou pouco tempo com a aeronave, que já em 28 de outubro do mesmo ano era revendida para W.M.E. Cavanagh, de Oklahoma City, que ficou com o N450ST até 8 de março de 1948.
Na sequência, o aparelho pertenceu à Barrie Aeronautical Corporation, localizada no Aeroporto de Lee (Nova York), de março de 1948 a 21 de julho de 1950; passando para a Aerial Agricultural Service, de Waterloo (Nova York), para uso em pulverização agrícola. E para esta mesma função foi adquirido em 14 de maio de 1956 pela Insland Crop Duster, Inc.
E foi voando por esta empresa que o N450ST se envolveu em um incidente, em 21 de março de 1976. Conforme registro do NTSB (National Transportation Safety Board, a agência norte-americana de segurança nos transportes), no relatório Nº LAX76FVA50, não houve fatalidades, com o episódio tendo acontecido às 11h00 da manhã, num voo que havia decolado de Buttonwillow, com destino a Shafter (ambas as localidades, na Califórnia). Houve uma falha de motor, com perda de potência, levando o piloto a ter de fazer um pouso forçado em terra, fora de um aeroporto, havendo choque da aeronave com o solo, resultando em danos substanciais.
Pode ser que foi na recuperação da aeronave que houve a troca da motorização, com a adoção de um motor Pratt & Whitney R-985-AN-1 Wasp Junior (C/n 42-16044), de 450hp, acionando uma hélice Hamilton-Standard 2030-227/6101A-12.
Em 16 de setembro de 1986, a aeronave foi levada para uma nova base, no aeroporto de Carmel (Califórnia), com um novo proprietário, Walter D. Somerville, que o vendeu em 18 de julho de 1991 para Phillip E. Dacy, de Harvard (Illinois). Pouco mais de três anos depois, porém, em dezembro de 1994, a aeronave estava em propriedade de Kenny Gordon, de New Jersey, que a vendeu, quatro anos depois, a Luiz Carlos Monacci, que a trouxe ao Brasil em janeiro de 1998, onde foi nacionalizada, recebendo da ANAC a matrícula PT-ZST.
Mas, já em junho do mesmo ano (1998), a aeronave era adquirida por Isio Bacaleinick, de São Paulo (SP). O Stearman, entretanto, passou a ser utilizado pelo empresário e aviador Gustavo Arbizu, que tinha um grande sonho de montar uma equipe privada de demonstrações aéreas – a Esquadrilha Akrobatica., passando a ficar baseado no Aeroclube de Ubatuba (SP), no litoral paulista.
Para o Stearman, Arbizu tinha planos de que atuasse em apresentações com uma acrobata aérea, uma wingwalker. Entretanto, ele iria perder a vida no mesmo ano (1998), em 5 de julho, durante uma apresentação num evento aéreo em Campinas (SP).
Com isto, em 25 de setembro de 2001, Bacaleinick, que continuava como proprietário do Stearman, vendeu o biplano para Paulo de Almeida Toledo, de Orlândia (SP), que foi, por fim, quem vendeu o aparelho, em 28 de agosto de 2013, para a AB Administração de Bens Negócios e Participações Ltda, de Joinville (SC), para integrar o acervo do Vintage Hangar.











